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Relatório da OMS sobre obesidade infantil mostra situação crítica

O relatório da Comissão para Acabar com a Obesidade Infantil, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta que a obesidade infantil atingiu níveis alarmantes em todo o mundo. Ao menos 41 milhões de crianças com menos de cinco ano estão acima do peso ou são obesas, concentradas principalmente em países de baixa e média renda.
Estima-se que 48% das crianças menores de cinco anos acima do peso ou obesas viviam na Ásia e 25% na África. Os números no continente africano quase dobraram desde 1990, de 5,4 milhões para 10,3 milhões.
Para reverter o problema, a Comissão sugere que os governos implementem programas que incentivem o consumo de alimentos saudáveis e reduzam o consumo de comidas consideradas prejudiciais à saúde e de bebidas com alto teor de açúcar, adotando medidas como a taxação de impostos sobre bebidas açucaradas e proibir o marketing de alimentos não saudáveis.
O relatório também recomenda medidas que incentivem atividade física e reduzam o sedentarismo entre crianças e adolescentes. Os dados mostram que mais de 80% dos adolescentes não cumprem a recomendação de 60 minutos de atividade física diária.
Outro fator de obesidade infantil são as doenças crônicas. Por isso, a  OMS quer fortalecer e integrar as ações de prevenção de doenças crônicas com um guia sobre cuidados pré-natal. O objetivo é reduzir o risco de obesidade infantil ao se evitar complicações durante a gravidez.
Ainda na lista de recomendações, a OMS pede a implementação de programas que promovam ambientes escolares saudáveis e que forneçam informações sobre saúde e nutrição. O relatório pede também a criação de serviços familiares para o controle de peso de crianças e adolescentes que são obesos.
A OMS sugere que ONGs e que o setor privado adotem medidas para melhorar o meio ambiente e apoiem a produção de alimentos e bebidas que contribuam para uma dieta saudável.